A organização escolar e a implantação do Ginásio de Ubatã-BA (1961-1966)
DOI:
https://doi.org/10.60611/cche.vi23.292Palavras-chave:
Educação Secundária, Interiorização do Ensino, Ginásio de Ubatã, Campanha Nacional de Educandários Gratuitos (CNEG), história da educaçãoResumo
A pesquisa analisa o processo de implantação do Ginásio de Ubatã, na Bahia, entre 1961 e 1966, situando-o no contexto da interiorização do ensino secundário no Brasil e das transformações educacionais ocorridas durante o século XX. O objetivo principal é investigar de que forma a criação do ginásio refletiu as dinâmicas políticas, culturais e pedagógicas da época, articulando o poder público e a mobilização popular na consolidação de uma nova cultura escolar. Hipoteticamente, pode-se asseverar que o Ginásio de Ubatã representou mais do que a ampliação do acesso à educação: foi um marco simbólico de emancipação e pertencimento, contribuindo para a valorização da instrução e o fortalecimento da identidade local. Este estudo adota como procedimentos um levantamento bibliográfico nas quatro principais revistas brasileiras de história da educação e o debruçamento no acervo escolar do Colégio Estadual de Ubatã. Os resultados revelam que a criação do ginásio foi fruto da ação conjunta entre Estado e sociedade civil, e que sua construção consolidou Ubatã como referência educacional regional. O caso do Ginásio de Ubatã exemplifica como as práticas educativas no interior brasileiro foram fundamentais para a democratização do ensino e para a construção de uma consciência social comprometida com o desenvolvimento.
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