l libro della seconda classe (1930, 1933 e 1938): a utilização dos livros de leitura na formação da cultura escolar fascista na Itália
DOI:
https://doi.org/10.60611/cche.vi24.295Palavras-chave:
Livro Didático, fascismo italiano, cultura escolar, identidade nacionalResumo
O fascismo italiano utilizou a educação como ferramenta política para consolidar valores como disciplina e lealdade ao regime. Com isso, foi estruturada uma cultura escolar alinhada aos princípios do Estado fascista, por meio de uma série de transformações educacionais, como a política do Livro Único (1929). Este trabalho apresenta parte de uma pesquisa de mestrado em desenvolvimento, cujo objetivo é analisar os livros didáticos da Itália fascista e suas representações ao promoverem uma visão oficial do regime, refletindo as estratégias governamentais para consolidar uma narrativa que valorizava o fascismo. Sendo assim, foram analisados três livros de leitura da segunda série do ensino primário intitulados Il libro della seconda classe dos anos de 1930, 1933 e 1938. Como referencial teórico-metodológico, utilizamos o conceito de representação de Chartier (1991, 1998) para compreender o papel dos livros didáticos na incorporação do fascismo às relações sociais e ao cotidiano escolar. Os estudos de Bittencourt (1993) e Choppin (2004) foram fundamentais para analisar os livros de leitura como instrumentos de construção política, cultural e social no fascismo italiano. Esses autores auxiliam na compreensão sobre a forma que a educação era utilizada como projeto de construção do “italiano novo”.
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