Educar para a nação: jornais escolares e o projeto de nacionalização em Santa Catarina (décadas de 1930-1940)
DOI:
https://doi.org/10.60611/cche.vi23.288Palavras-chave:
Jornais escolares, nacionalização, cultura escolar, cultura histórica, cultura políticaResumo
A partir da década de 1930, jornais escolares junto a outras associações auxiliares, foram prescritos às escolas pelo Departamento de Educação de Santa Catarina. Principalmente no Estado Novo (1937-1945), tais práticas converteram-se em instrumentos fundamentais do projeto de nacionalização em curso desde o final do século XIX. Sobretudo por meio dos jornais, dos clubes agrícolas e das ligas pró-língua nacional, difundiam-se o uso da língua portuguesa e valores cívicos e morais, com o objetivo de ensinar as crianças, especialmente descendentes de imigrantes alemães e italianos, a se tornarem “brasileiras”. Este artigo analisa o contexto de produção desses jornais e as narrativas sobre o cotidiano escolar veiculadas em suas páginas. Textos assinados por estudantes, ainda que sob controle docente, mostram práticas de escrita e leitura que permitem compreender o projeto de nacionalização a partir da cultura escolar. O estudo integra uma pesquisa mais ampla sobre jornais escolares, financiada pelo CNPq e pela FAPESC, que já inventariou mais de 1.300 títulos elaborados entre 1895 e 1975. Esses periódicos integram o patrimônio histórico-educativo nacional. São memórias de sujeitos e práticas escolares do passado, com descrições de aulas, livros, festividades e homenagens. As narrativas evidenciam como as culturas escolar, política e histórica se entrecruzam, revelando adesões e distanciamentos de projetos de futuro concebidos em outros tempos.
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