Em defensa da educação: discursos de Erico Veríssimo na União Pan-Americana (1955)
DOI:
https://doi.org/10.60611/cche.vi24.286Palavras-chave:
Erico Veríssimo, diplomacia, América Latina, conferências, EducaçãoResumo
O presente estudo tem como objetivo analisar discursos de Erico Veríssimo acerca da educação e da alfabetização, proferidos enquanto esteve à frente do Departamento de Assuntos Culturais da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 1953, Erico Veríssimo assumiu os setores de Educação, Filosofia e Letras, Música e Artes Visuais, Ciências Sociais e a Biblioteca Colombo, além de divulgar a literatura brasileira e realizar conferências sobre o papel da OEA. O escritor aproveitou o espaço diplomático para debater sobre direitos humanos, ditaduras, cultura, literatura, educação e alfabetização. De caráter histórico-documental, este estudo parte dos preceitos da História Cultural, além de estabelecer diálogos com Peter Burke (2011), com ênfase no cruzamento de fontes, tendo em vista o acionamento de cartas enviadas por Veríssimo para amigos enquanto esteve à frente do Departamento de Assuntos Culturais; Ângela de Castro Gomes e Patrícia Hansen (2016), com pesquisas sobre intelectuais mediadores; e Mikhail Bakhtin (2006), cujo estudo sobre discurso foi aporte teórico privilegiado para esta pesquisa. Os resultados alcançados permitem sublinhar a importância de Erico Veríssimo como intelectual produtor de bens simbólicos e mediador cultural (Gomes e Hansen, 2016), além de defensor do acesso à educação e melhores condições de vida e educação para os latino-americanos.
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