O intelectual brasileiro Antonio Carneiro Leão e a interculturalidade relacional na reforma das línguas estrangeiras (1930-1934)
DOI:
https://doi.org/10.60611/cche.vi24.269Palavras-chave:
Reforma educacional, história da educação, intelectuais da educaçãoResumo
O objetivo deste texto é apresentar a presença da interculturalidade relacional na reforma das línguas estrangeiras de Carneiro Leão no Colégio Pedro II (1930-1934). A interculturalidade relacional ocupa-se por proporcionar contato entre diversas culturas, promovendo a integração entre as diferentes culturas e etnias. Carneiro Leão desenvolveu ações interculturais relacionais na reforma das línguas estrangeiras, tais como: clube de conversação para prática da oralidade; troca de correspondência entre alunos brasileiros e outros países; uso do laboratório de línguas. Quanto à metodologia, recorremos ao estudo bibliográfico e documental de natureza exploratória de forma qualitativa, fundamentando-se no materialismo histórico-dialético (Marx, [1867] 2011; Sanfelice, 2008). Os resultados mostram que Carneiro Leão propunha uma convivência entre os estudantes do Brasil com demais estudantes da França, Alemanha e EUA por meio das ações interculturais relacionais na reforma das línguas estrangeiras. O diálogo entre culturas é importante na promoção da paz. Representa, portanto, a possibilidade de respeito entre as diferentes culturas, devido ao fato de as sociedades serem heterogêneas, apresentando inúmeras origens.
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